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Posts Tagged ‘1º de Maio’

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Por Vanderlei Paulo de Oliveira.

Vão-se 121 anos da convocação, pela Segunda Internacional Socialista, de manifestações que marcassem o primeiro de maio como um dia de luta pela melhoria das condições de vida da classe operária. A data foi escolhida em alusão a morte de dezenas de trabalhadores, fruto da repressão policial, nas manifestações pela redução da jornada diária, em Chicago, três anos antes.

Os maios do século que se seguiu foram o campo de batalha em que as mobilizações da classe operária arrancaram as elites melhorias parciais, tanto na distribuição da riqueza quanto na humanização das relações trabalhistas. O movimento operário do século vinte livrou seus membros da submissão cega a hierarquia fabril e de condições de trabalho escravistas e os trouxe até um sistema produtivo regido por leis que transcendem o espaço da fábrica e realizado em condições que exigem mediação com entes externos, como sindicatos e órgãos do Estado. Cabe então a pergunta. O que significa o primeiro de maio na atual fase do capitalismo?

Primeiro vale lembrar que se é verdade que as condições de trabalho melhoraram neste século e um quarto também é que estas melhorias são relativas, não tocam de forma simétrica o conjunto dos trabalhadores assalariados, e que o trabalho não é prazeroso, e sim um fardo, para a maioria dos que o executam. Temos o ambiente de trabalho exigindo cada vez mais concentração, velocidade e precisão e um trabalhador que, por humano que é, apresenta índices crescentes de estafa, depressão e doenças ocupacionais, que, ironicamente, levam a redução da capacidade produtiva média.

Uma das grandes bandeiras dos maios de nossos dias é a mesma que inspirou o primeiro dos maios dos povos, a luta pela redução da jornada semanal de trabalho, agora como forma de garantir um mínimo de salubridade a vida do ser humano que opera o sistema produtivo e como fundamento para uma execução racional, qualificada, veloz e segura da produção. A redução da jornada, executada com êxito em vários países, é um passo importante na direção de uma sociedade em que o trabalho seja a forma de relação da humanidade com seu meio, trabalho educador, produtivo, recreador e libertador, e não um instrumento de alienação e sofrimento que leva seus partícipes às camas de hospitais e às filas por ansiolíticos.

Publicado no Jornal Folha de Blumenau.
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NA TRIBUNA: Pronunciamento na sessão do dia 29 de abril de 2010

Foto: Sebastião Salgado

O Dia dos Trabalhadores deve ser lembrado pela luta dos direitos dos trabalhadores brasileiros ao invés de uma mera data comemorativa. A afirmação partiu do líder da bancada do PT VANDERLEI DE OLIVEIRA, que fez uma reflexão sobre o verdadeiro significado do dia 1º de maio. O parlamentar afirmou que a data é cercada de incompreensão desde a ditadura militar. Ele ponderou que a Revolução Industrial trouxe muitos avanços tecnológicos e os próprios trabalhadores também tiveram evoluções: “Avançamos em algumas questões sociais, mas não avançamos o suficiente no que diz respeito à produtividade da ação do homem e da mulher junto à máquina”. Ele destacou que uma das principais conquistas dos trabalhadores brasileiros foi a redução de 48h semanais para 44h. Atualmente, “ainda não se conseguiu um consenso na redução da carga horária para 40h”, mencionou o petista.

Vanderlei, em outro momento, pediu explicações sobre as medidas provisórias sobre os trabalhadores da saúde que seriam votadas na Assembleia Legislativa na tarde de ontem. Ele recordou o caso e contou que, “quando as medidas provisórias estavam prestes a ser votadas, o líder do PSDB, que lamentavelmente também é médico, Serafim Venzon, foi à Assembleia e retirou a MP e os direitos de muitos trabalhadores”. O vereador argumentou ainda que, enquanto houver prejuízo na saúde pública, existe alguém se beneficiando e definiu: “Estão querendo criar uma cortina de fumaça em torno de um desgoverno no estado de Santa Catarina”.

Ele aproveitou para relembrar a assembleia dos funcionários públicos de Blumenau, que encaminharam solicitações de projetos de lei ao Executivo. “Espero que os projetos cheguem a essa Casa e não seja preciso criar nenhuma comissão para isso”, comentou.

Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Blumenau

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