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Enquanto o governo do estado e os governos municipais fazem a festa com o dinheiro do povo, começando com o Fundo Social, as Isenções Tributárias e outros afagos aos amigos e ricos empresários e ONGs que não precisam destas benesses, reclamam da falta de dinheiro para Saúde, Educação, Segurança, Todos precisamos saber que estas isenções são retiradas dos recursos carimbados que precisariam ser destinados a estas finalidades. Enquanto isto, as comunidades escolares, Etc. Por exemplo, de Blumenau, cada R$ 100,00 de Isenções, retira no mínimo R$ 25,00 da Educação e R$ 15,00 da Saúde, Etc. Enquanto isto, o(a)s Diretore(a)s de Creches e Escolas, as APPs e comunidades escolares, são forçados a gastar tempo e pessoal, apelando para políticos e outros, buscando patrocínios, ajudas, apoios, prendas, empurrando rifas “voluntárias” cobrando “voluntariamente” as contribuições (mensalidades disfarçadas), fazer gincanas arrecadatórias, festas e outras atividades para procurar atender as obrigações pedagógicas e de manutenção para a estrutura funcionar. Também peregrinam atrás das conhecidas subvenções de políticos, nem sempre acessíveis, face à burocracia e escassez de recursos, face ao enorme número de entidade que conhecem da prática e buscam estes parcos recursos. Está na hora das políticas públicas serem tratadas como políticas públicas e não como um fardo para a sociedade. Está na hora de todos contribuírem regularmente e os governos pararem de dar o nosso sagrado dinheiro para empresas e organizações, em prejuízo ao que os é mais caro. Por outro lado, está na hora das Direções de Entidades (Comissionados ou Eleitos) cobrarem das estruturas oficiais e deixarem de repassar mais este ônus a nossa população. Um mau exemplo disto foi a divulgada transferência de recursos públicos do FUNDEB para ALESC, TCE, MP e TJ, durante a última greve no estado. No caso de Blumenau, foi a divulgada relação das Isenções Tributárias a Grandes empresas e grandes montas, durante a última greve dos servidores.

Denner William Ovidio
Estudante e Dirigente da União Catarinense dos Estudantes Secundaristas (UCES)

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Por Vanderlei de Oliveira, Vereador – PT

Os vereadores governistas terão na sessão de logo mais à tarde a oportunidade de demonstrar compromisso com a função parlamentar e respeito pela comunidade. Em nome do bom senso, devem tirar de pauta o projeto do Código de Ética para reabrir o debate dos pontos divergentes, evitando aprovar uma proposta tão controversa. Por outro lado, a oposição tem a obrigação de participar da discussão de forma responsável e democrática, mostrando interesse na solução do impasse.

Não se trata de pautar os parlamentares blumenauenses, tampouco orientá-los como agir no exercício do mandato. Mas de pedir que deem uma oportunidade ao entendimento. O Código de Ética da Câmara é um documento muito importante e não pode ser aprovado numa queda-de-braço, sob o risco de ser contestado judicialmente. O Parlamento tem que paler, paler, até chegar a um consenso.

O açodamento pode comprometer todo o trabalho destes oito meses de discussão do Código de Ética. Apesar da importância do documento, não há a necessidade de aprová-lo ainda este ano, pode ficar para o próximo sem nenhum prejuízo à Câmara de Vereadores e à sociedade blumenauense. Aliás, o Legislativo tem outras prioridades para votar, além da eleição da futura Mesa Diretora.

A reabertura das discussões sobre o Código de Ética permitirá dirimir as dúvidas em relação aos pontos divergentes. O debate aberto e transparente mostrará à sociedade o compromisso com a democracia. E o confronto de ideias eliminará o jogo do poder, que alimenta as picuinhas políticas. Não se trata de medir forças, mas de legislar com responsabilidade e serenidade que se espera dos nossos vereadores.

Publicado na edição 433 do Jornal Folha de Blumenau, dia 23.11.2010.

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Por Vanderlei de Oliveira, Vereador – PT

O recente debate sobre um aumento diferenciado para os médicos da rede pública em Blumenau é a manifestação de dois problemas graves que atingem a gestão da saúde em nossa cidade. O primeiro: a incapacidade do governo municipal em melhorar a qualidade da rede, mesmo diante do substancial aumento real de recursos para a saúde em Blumenau.

Durante os últimos seis anos o aporte de verbas subiu de cerca de 80 milhões de reais (2004) para 180 milhões (2010). Um aumento de 125%, superior em 60%, aos cerca de 40% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (avaliado pelo IBGE) do mesmo período. Diante disto é inexplicável o sucateamento da rede pública de saúde, claramente manifesto em números como o de redução da cobertura pelos ESFs, entre a população registrada junto ao Ministério da Saúde, de 37% em 2004 para 35,5% em 2010.  Soma-se a isto, cronicamente, a falta de Profissionais da Saúde, de Agentes Comunitários de Saúde, Administrativos e toda natureza de materiais e serviços.

Esta precarização da saúde, e de sua estrutura, é um dos motivos mais sérios de evasão dos médicos. Não bastasse isto o projeto apresentado como solução cria uma fórmula que prejudica o vínculo exclusivo público dos médicos com o atendimento na saúde da família, transferindo-se para outras unidades.

O outro grave problema que enfrentamos é resultado do desmonte do ensino público superior pelos governos até recentemente. O acesso ao curso de medicina era restrito aos que podiam obter as poucas vagas federais ou pagar altíssimas mensalidades em universidades privadas. Por gerações formou-se um número reduzido de médicos para a saúde pública. A incrível expansão do ensino público superior, construída nos dois últimos governos, levará, ainda, por motivos cronológicos óbvios, algum tempo para suprir a histórica falta de profissionais da medicina pública em nosso país.

Cabe-nos então cobrar uma gestão mais eficiente da saúde em Blumenau e contar com todos os médicos que, fiéis ao juramento que fizeram quando de sua diplomação, permaneçam dedicando seus esforços aos que precisam do saber de que são depositários.

Matéria publicada no Jornal Folha de Blumenau do dia 23/08/2010

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Por Vanderlei de Oliveira, Vereador – PT

Obtive, recentemente, e com dificuldade, uma cópia do parecer emitido pelo Instituto Rainoldo Uessler, resultado de estudo técnico, contratado pelo governo de Blumenau, sobre o valor da tarifa do transporte urbano no município. Trata-se de um volumoso documento repleto de tabelas e comparativos fragmentados, parciais e por vezes descontextualizados. De qualquer forma o submeterei prontamente à análise técnica rigorosa e ao debate com setores fundamentais como o Sindetranscol e os usuários do sistema.

Transcendendo o mérito dos dados apresentados, que serão cuidadosamente estudados, o que quero demonstrar é minha preocupação com a análise realizada por conta das vinculações dos que a empreenderam. O senhor Rainoldo Uessler, que dá nome ao Instituto, é, atualmente, presidente e proprietário da instituição. Trata-se de um contador que priva de longa data das graças da família Kleinubing e da confiança das empresas permissionárias do transporte coletivo. Rainoldo ocupou a Secretaria de Administração no Governo de Wilson Kleinubing e atualmente assessora quatro empresas de transporte urbano.

Através de uma postura difícil de compreender, e em conflito com a sociedade e a justiça, o executivo municipal tem se empenhado na defesa dos interesses das permissionárias em detrimento dos usuários do sistema. Este cenário se agrava com a contratação de um velho aliado da família do prefeito, e funcionário das empresas, para emitir laudos técnicos. O resultado é uma posição política fantasiada de parecer científico. A escolha política central do estudo é o total desprezo pela decisão judicial que considerou a última majoração de tarifas desnecessária. Incrivelmente propõe que o usuário reembolse as empresas dos valores perdidos com o aumento que a justiça considerou ilegal.

A segunda decisão política é optar por não ouvir a opinião de usuários, trabalhadores do sistema ou qualquer órgão da sociedade civil. O parecer, tarifa de R$ 2,57, se revela, então como o que de fato é: a manifestação de uma prática política autoritária, comprometida com os mais ricos, e que se maquia grotescamente de gestão pela técnica.

Publicado no Jornal de Santa Catarina, dia 20.08.2010, folha 02 (opinião)



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Por Vanderlei de Oliveira, Vereador – PT

Os lances mais recentes da eleição nacional desenham um cenário intrigante. Esperava-se uma polarização programática. De um lado o PT, Dilma Rousseff e o Governo Lula, defendendo a ideia de uma expansão da ação estatal e o resgate econômico dos setores mais empobrecidos, do outro a plataforma histórica do bloco PSDB/DEM, com a redução da ação pública em favor da iniciativa privada, a retração do Estado e a desoneração da produção.

Esta polarização manifestaria a coerência de cada bloco em torno de propostas que defendeu e implementou no período histórico iniciado com a redemocratização do Brasil a partir da década de 1980. Curiosamente o candidato do bloco liberal, o tucano José Serra, em manifestações recentes à imprensa, adotou tom conciliador ao falar das políticas centrais do Governo Federal, apontando um processo confuso, do ponto de vista programático.

O que concluir disto? Creio que a falência, política, do DEM, gerou um vazio programático na direita. Este, somado aos astronômicos índices de aprovação das políticas do bloco de esquerda, capitaneado pelo PT, se abatem de forma devastadora sobre as reflexões e o futuro do bloco conservador. Embora o PSDB se propusesse, em sua fundação, social democrata, as alianças nos governos de FHC o fizeram abraçar e aplicar as reflexões privatizantes do DEM.

Os dirigentes de PSDB e DEM são homens e mulheres convencidos por um projeto que defende a colonização do espaço público pela iniciativa privada. Esta leitura discorda da posição majoritária do povo brasileiro. Discordar da maioria não constitui problema, é antes um direito sem o qual não existe democracia. O que me parece perigoso para o processo democrático é uma minoria adotar discursos dos quais discorda totalmente para se viabilizar nas disputas do poder. Cometem meus antagonistas, duas traições; uma contra si, ao pensar uma coisa e dizer outra, e uma contra o povo, quando dizem algo que não farão. A maior virtude da vida é a coerência, dizer o que pensa e fazer o que diz, é o mínimo que exijo dos meus amigos e dos adversários pessoais e políticos.

Publicado na Folha de Blumenau, em 18 de junho.

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Por Vanderlei de Oliveira, Vereador – PT

Ficha falsa de Dilma Roussef

Recebi, recentemente, uma mensagem eletrônica que seria a reprodução da ficha criminal da pré-candidata à presidência Dilma Roussef. O documento lista ações de Dilma quando participou da luta armada contra a Ditadura que governou o Brasil entre 1964 e 1984. Pergunto; é crime conspirar contra uma tropa de choque que derrubou um governo democraticamente eleito e o substituiu por uma gestão de generais ao mesmo tempo em que determinou o silêncio absoluto da sociedade diante de suas práticas?

Dilma não lutou contra um governo legítimo, não sabotou um estado de direito, ela enfrentou bárbaros que substituíram a democracia pela força bruta. A ação contra um Estado desta natureza não é crime, e sim obrigação de qualquer um que compreenda o que está acontecendo. Crimes cometeram, e isto está provado historicamente, os governantes que Dilma enfrentava.

Não bastasse ser vítima de uma ditadura criminosa, não bastasse ser brutalmente torturada por portar sonhos de justiça e liberdade, não bastassem seus algozes livres, Dilma tem que assistir seus torturadores, escondidos na covardia do anonimato, novamente levá-la, inocente, ao banco dos réus.

O que a guerrilheira Dilma diz da candidata Dilma? A explicação pede a leitura de ao menos duas características históricas do Estado no Brasil, à primeira, distribuiu a riqueza de forma desigual, gerando uma quantidade enorme de pobres. Esta organização societária resultou em tensão social e conflitos de classe. A segunda característica é a administração da tensão e dos conflitos através da violência, expressa na tortura, na criminalização dos movimentos sociais e na discriminação de pobres e diferentes.

Foi preciso Lula, uma das muitas vítimas da natureza excludente do Estado, para enfrentar a produção deliberada da desigualdade e engendrar um modelo de Estado que reduziu os abismos que dividiam nosso povo. É certa que Dilma, duramente atingida pela violência do Estado, seja a pessoa apropriada para superar o autoritarismo estatal e propor uma forma de gestão que aprofunde a participação popular e amplie a liberdade presente na vida.

Artigo publicado no Jornal Folha de Blumenau, no dia 28/05/2010.

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Por Vanderlei de Oliveira, Vereador – PT

Vanderlei na Conferência das Cidades

Aconteceu neste último final de semana a etapa estadual da 4ª Conferência Nacional das Cidades. Estive presente nos três encontros anteriores e neste, sempre na condição de delegado do Poder Legislativo Municipal de Santa Catarina. Participam gestores públicos, legisladores, associações de moradores, entidades de classe, universidades, representações de setores profissionais, ONGs, enfim, qualquer entidade que tenha interface com políticas de desenvolvimento urbano.

As etapas debatem e deliberam sobre as políticas para as cidades e elegem delegados para representar suas posições na instância imediatamente acima.

A etapa nacional delibera políticas e elege o Conselho Nacional das Cidades, responsável pela organização da conferência e pelo encaminhamento de suas decisões. As resoluções da conferência estabelecem os parâmetros que guiam ações do governo federal.

Temos aqui uma forma de gestão pública que merece um olhar atencioso. A sociedade brasileira privilegiou, historicamente, métodos decisórios que restringiram os debates estratégicos ao pequeno grupo que ocupava o topo da pirâmide social. Inevitável que, apesar da valente resistência dos de baixo, as políticas sempre apontassem para a satisfação dos desejos da elite e secundarizassem as necessidades dos demais setores da população.

A proposta presente na Conferência das Cidades nos fala de uma alternativa de gestão, de novas formas de pensar as cidades que incluem e dão peso aos que realmente participam da vida urbana. O método tem fôlego para mais. Devemos refletir sobre meios de governo horizontalizados e abertos a todos que desejem participar. São tempos de pensar uma gestão pública realizada a partir de conselhos populares com poderes deliberativos.

O próximo passo lógico de nossa democracia é fazer das questões fundamentais, da vida pública, objeto de deliberação democrática dos múltiplos setores que constituem o tecido vivo da sociedade brasileira.

Artigo publicado do Jornal de Santa Catarina, 11 de maio de 2010

Artigo Um novo parâmetro de poder,  no Jornal Folha de Blumenau, 11 de Maio de 2010.

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Artigo:

Por Vanderlei Paulo de Oliveira.

Vão-se 121 anos da convocação, pela Segunda Internacional Socialista, de manifestações que marcassem o primeiro de maio como um dia de luta pela melhoria das condições de vida da classe operária. A data foi escolhida em alusão a morte de dezenas de trabalhadores, fruto da repressão policial, nas manifestações pela redução da jornada diária, em Chicago, três anos antes.

Os maios do século que se seguiu foram o campo de batalha em que as mobilizações da classe operária arrancaram as elites melhorias parciais, tanto na distribuição da riqueza quanto na humanização das relações trabalhistas. O movimento operário do século vinte livrou seus membros da submissão cega a hierarquia fabril e de condições de trabalho escravistas e os trouxe até um sistema produtivo regido por leis que transcendem o espaço da fábrica e realizado em condições que exigem mediação com entes externos, como sindicatos e órgãos do Estado. Cabe então a pergunta. O que significa o primeiro de maio na atual fase do capitalismo?

Primeiro vale lembrar que se é verdade que as condições de trabalho melhoraram neste século e um quarto também é que estas melhorias são relativas, não tocam de forma simétrica o conjunto dos trabalhadores assalariados, e que o trabalho não é prazeroso, e sim um fardo, para a maioria dos que o executam. Temos o ambiente de trabalho exigindo cada vez mais concentração, velocidade e precisão e um trabalhador que, por humano que é, apresenta índices crescentes de estafa, depressão e doenças ocupacionais, que, ironicamente, levam a redução da capacidade produtiva média.

Uma das grandes bandeiras dos maios de nossos dias é a mesma que inspirou o primeiro dos maios dos povos, a luta pela redução da jornada semanal de trabalho, agora como forma de garantir um mínimo de salubridade a vida do ser humano que opera o sistema produtivo e como fundamento para uma execução racional, qualificada, veloz e segura da produção. A redução da jornada, executada com êxito em vários países, é um passo importante na direção de uma sociedade em que o trabalho seja a forma de relação da humanidade com seu meio, trabalho educador, produtivo, recreador e libertador, e não um instrumento de alienação e sofrimento que leva seus partícipes às camas de hospitais e às filas por ansiolíticos.

Publicado no Jornal Folha de Blumenau.

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Ricardo Berzoini, presidente do PT.

O Brasil começa o ano com reconhecimento da grande maioria da população brasileira e da comunidade internacional da competência com que o governo Lula enfrentou e superou os reflexos da crise econômica mundial iniciada em 2008. O espectro da turbulência ainda ronda inúmeras nações, mas aqui ainda há quem não dissimule a má vontade com a vitória que conseguimos, fechando 2009 com a criação de 1,4 milhão de empregos e a adoção de medidas que possibilitaram o Brasil retomar a trilha do crescimento sustentável.

Movida por motivos políticos-eleitorais, a oposição insiste em tapar o sol com a peneira e ofuscar, com o apoio de segmentos da mídia, a imagem do governo com factoides. Não apresenta nenhuma proposta concreta ao projeto em curso desde 2003. Às vésperas da campanha presidencial de 2010, o debate tem sido pobre e ainda inoculado de preconceitos que se julgavam superados.

Continua a bandinha da neoUDN, cujos acordes soam ao sabor da repercussão midiática de suas ações. No ano passado, tentou espalhar o pânico em torno da gripe suína, vencida pela ação eficaz do Ministério da Saúde. Criou-se uma CPI da Petrobras sem fato determinado; tentou-se surfar em declarações da ex-secretária da Receita Federal. Denúncias vazias que não resultam em nenhum avanço institucional.

Em contraste, os êxitos do governo do PT e aliados. De 2003 para cá, a significativa mudança social e econômica do país não surgiu por milagre.
Com responsabilidade, usando fundamentos econômicos inovadores que romperam com a lógica neoliberal do governo FHC, fizemos mudanças graduais, sem sobressaltos, resultando num quadro que elevou o Brasil a um novo patamar.

Na era FHC, a meta única era o combate à inflação, com as dívidas interna e externa subindo e a credibilidade caindo. Faltava infraestrutura, que limitava o crescimento econômico. Quase tudo dependia de fora, inclusive do FMI, do qual agora o Brasil é credor. O governo Lula manteve o combate e logrou uma taxa de inflação menor, mas ampliou a abrangência da política econômica e monetária. Abriram-se novos mercados para nossas exportações, que triplicaram, mas ao mesmo tempo estimulou-se o mercado interno de massas, com políticas de estímulo ao consumo e, por consequência, de aumento da cidadania. A dívida interna caiu em relação ao PIB. A externa, líquida, não existe mais.

Houve, portanto, um corte profundo em relação ao modelo anterior que gerou crises e quebrou o país três vezes. Em sete anos, recuperou-se o poder de compra da maioria da população, o volume de crédito à disposição da população alcançou níveis jamais vistos, com a menor taxa de juros em décadas. Em plena crise mundial, adotamos medidas estratégicas. O programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, poderá, em 15 anos, resolver o histórico deficit de moradia do país.

O país deverá chegar a 354 escolas técnicas no final de 2010, quase três vezes mais que o número existente em 2002; foi resultado de decisão estratégica, que já antevia a necessidade de preparação de mão de obra qualificada para o salto de desenvolvimento no país. O Estado foi fortalecido, e o Brasil ganhou força para enfrentar a crise. O salário mínimo teve um aumento real de 46% desde 2003, influenciando a pirâmide salarial. Para o PT e aliados, é evidente a necessidade de continuar e aprofundar o projeto vitorioso, que deu ao país uma nova feição, com grandes avanços em diferentes setores. O Brasil passou a ser respeitado no mundo graças ao nosso projeto de desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda, preservando os interesses nacionais. O país deixou de ser subserviente aos interesses estrangeiros. Passou a ser ouvido sobre os destinos do mundo.

Para continuarmos o desenvolvimento nacional de forma altiva, o desafio em 2010 é mobilizar toda a sociedade para continuarmos avançando. Consolidar o projeto em curso.

Temos à frente, por exemplo, a obrigação de bem administrar os recursos do pré-sal para garantirmos, pela primeira vez, um desenvolvimento econômico com justiça social. Com o pré-sal o país poderá alcançar um patamar de grande potência, mas é preciso administrar seus recursos sob a ótica do interesse nacional. Por isso o convite à oposição para que apresente sua alternativa de governo. Afinal, em 2010, dois projetos serão cotejados pela população. Esse é o debate que se espera ser realizado de forma civilizada.

Desejamos que 2010 seja um ano de um grande debate político sobre o futuro do nosso país. Que seja um ano de saúde e paz para todos, da situação e da oposição.

Ricardo Berzoini é bancário, deputado federal (PT-SP) e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores

Fonte: www.pt.org.br

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Artigo:

O ano de 2009 marca o início do segundo mandato de João Paulo Kleinübing (DEM) na prefeitura e é a prova de que o povo de Blumenau sofreu um “estelionato eleitoral”. A ausência do governo nas soluções dos problemas da cidade foi sentida pela população, principalmente aqueles segmentos atingidos pela catástrofe de 2008. A demora na proposição e no encaminhamento de projetos e ações para a reconstrução causou ainda mais prejuízos.

Centenas de famílias estão vivendo em abrigos provisórios inadequados, que nem sequer foram vistoriados pelo Crea. Além disso, o desperdício de recursos na reforma destes prédios também foi denunciado ao Ministério Público. As obras de infraestrutura estão com sérios indícios de irregularidades, todas denunciadas ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado e à Controladoria Geral da União. Com uma maioria subserviente no Legislativo, o governo conseguiu aprovar projeto para obras já executadas e/ou que já receberam recursos. Só não sabemos ainda se foi por incompetência ou leviandade.

Obras como as do programa Asfalta Blumenau, propagandeadas na eleição, não foram concluídas. Os serviços de saúde foram precarizados mesmo recebendo o dobro de recursos federais. O governo municipal virou as costas para a sociedade, preferindo decisões de gabinete, como a pretensa privatização do esgoto.

A oposição petista foi sabotada constantemente – com respostas tardias e/ou vazias – no seu dever de fiscalizar os atos do Executivo. Precisou buscar na Justiça o direito de participar das comissões da Câmara. Foi ela também que garantiu o direito constitucional à informação pública e que determinou ao prefeito que responda sobre o destino de R$ 10,1 milhões do contrato do transporte coletivo. O problema não é ser vereador de governo ou da oposição. É fechar os olhos para as irregularidades, não exercendo a função fiscalizadora do Legislativo.

Se por um lado Blumenau não teve prefeito, teve um presidente que olhou com carinho para a nossa cidade e região. As ações do governo Lula na reconstrução, liberando recursos para obras e serviços, não possuem comparação em sua história. Essa foi a sorte do nosso povo, empresas e instituições.

Vanderlei Paulo de Oliveira
Vereador do PT em Blumenau

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Menos barulho, mais informação

ideliA oposição ao governo Lula aqui em Santa Catarina tenta confundir as pessoas com informações distorcidas sobre os cortes nas emendas parlamentares ao Orçamento. Os fatos mostram uma situação muito distante da catástrofe anunciada.

Dos pouco mais de R$ 302 milhões pleiteados por Santa Catarina, cerca de R$ 143 milhões foram preservados – ou 47% do total. Basta olhar para trás para ver que a efetivação de emendas parlamentares sempre foi baixa. Não há novidade nisso. A boa notícia é que foi justamente no governo Lula que houve uma evolução:

4,89% (2002),

6,5% (2003),

7,9% (2004),

15,6% (2005),

11,72% (2006) e

27% (2007).

Como se pode ver, no último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, Santa Catarina não recebeu mais de 5% do que apresentou em emendas. Vale destacar que a maior liberação de recursos ocorre tradicionalmente no início do ano seguinte. Ainda há muita água para rolar.

O governo federal está destinando R$ 525 milhões para Santa Catarina para o PAC Drenagem – 13% do total para todo o país e dez vezes mais do que o corte de R$ 50 milhões nas emendas para ações preventivas contra catástrofes em todo o Estado. Dos 101 municípios atendidos pelo programa, 23 são catarinenses. E drenagem é prevenção contra enchentes. Isso quer dizer que a cidade que fizer projeto de drenagem terá dinheiro para executá-lo.

A Universidade Federal da Fronteira Sul, por exemplo, será viabilizada com dinheiro previsto no Orçamento da União para o Ministério da Educação. O corte não interfere na criação da nova universidade, a primeira criada em 50 anos no nosso Estado. A revisão de recursos foi motivada, antes de mais nada, pela crise que afetou todo o mundo. Para manter a economia aquecida, o governo reduziu impostos. Com isso, a arrecadação caiu, provocando os ajustes orçamentários necessários.   

Ideli Salvatti – Senadora (PT/SC)

Líder do Governo no Congresso Nacional

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