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Os professores da rede pública estadual estão em greve para reivindicar a implantação do piso nacional da categoria em Santa Catarina. Apesar de ser uma lei federal, o governo do Estado recusa-se a aplicá-la na íntegra. Os R$ 1.187 que os profissionais da educação mendigam estão a anos-luz dos salários pagos a uma meia-dúzia de servidores de estatais, da Assembleia Legislativa e do próprio governo. Há ex-governadores que recebem mais de R$ 23 mil de aposentadoria por mês por terem ficado alguns meses no comando do Estado.

Muitos outros servidores do Estado têm remuneração superior a dos ministros do Supremo Tribunal Federal (R$ 26.723). Claro que não vamos discorrer sobre os complementos dos salários, já que estes não aparecem na folha de pagamento. Segundo a imprensa, por exemplo, alguns diretores da Celesc recebem entre R$ 29,5 mil e R$ 35 mil por mês. Há conselheiro da empresa que ganha mais de R$ 4 mil para participar de umas poucas reuniões. Na Assembleia, tem servidor aposentado que ganha, pasmem, mais que diretores da Celesc. E mais, muitos deles exercem outra atividade comissionada, embolsando mais um pouco do dinheiro público, embora tenham se aposentado por invalidez.

Poderíamos ir além e, quem sabe, num exercício de curiosidade, questionar quanto recebem dos nossos impostos, por exemplo, dirigentes do Sistema S e de outras entidades congêneres que não abrem as contas ao público, onde os salários são ainda maiores que os já mencionados.

Diante deste quadro de privilégios com dinheiro público, revolta a indiferença dos sucessivos governos do Estado para com o magistério. O ex-governador Luiz Henrique da Silveira recorreu ao Supremo para não pagar o piso nacional aos professores. Mesma prática de seu sucessor. Mas não mexem uma palha para reduzir as milionárias aposentadorias de ex e atuais membros do governo e da Assembleia.

E então, vamos ampliar a discussão de quem são os nossos marajás?

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A defesa do meio ambiente por parte das autoridades de Blumenau está restrita aos discursos. Na prática, as ações vão na contramão dos esforços de diferentes setores da sociedade para manter e preservar o que ainda resta da nossa exuberante natureza. O descompasso governamental talvez não seja por má vontade ou intenção, mas sim porque falta uma política ambiental consequente, que dê um norte à administração e ponha fim aos absurdos cometidos quase que diariamente na cidade.

A política da Faema está enterrando uma das organizações mais antigas de defesa do meio ambiente em Blumenau e no Brasil. Os exemplos de descasos contra a natureza estão por toda a parte, basta um mínimo de atenção para enxergá-los. Percebe-se claramente a falta de compromissos com as calhas de rios, como do Testo, Garcia, Fortaleza, Velha, Itoupavas e Vila Itoupava, que estão tendo as margens aterradas. Outros estão tão assoreados que não parecem mais rios, e sim armadilhas.

Cometem-se atos ilícitos ambientais, dando a aparência de normalidade com a alegação de que tudo o que está sendo feito pela prefeitura teve o aval da Faema. A maioria das enchentes e alagamentos em diversas regiões de Blumenau é decorrente da falta de comprometimento do governo com o meio ambiente. Fala-se muito em preservação, mas pouco se faz.

Os nossos símbolos de luta em favor da natureza estão abandonados, como o Museu Fritz Müller, o Parque Foz do Ribeirão Garcia e o Parque São Francisco. O mesmo tratamento está sendo dado ao Parque Municipal das Nascentes e ao Parque Nacional da Serra do Itajaí. Outra violência ambiental cometida em Blumenau pode ser constatada no terreno ao fundo do Jeep Clube, no Bairro Fortaleza, com a supressão de extensa e exuberante mata.

Estes são alguns dos exemplos da falta de compromisso da atual administração para com o meio ambiente. Existem muitos outros. Ainda é tempo, basta vontade política e comprometimento. Na prática.

Vanderlei Paulo de Oliveira

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